Inteligência Empresarial: Produza Decisões, Não Painéis de Controle
A maioria dos projetos de BI é bem-sucedida tecnicamente, mas fracassa na prática. Os painéis são criados, os gráficos são coloridos, os dados fluem — e, seis meses depois, ninguém mais os abre. O motivo geralmente é que os painéis foram projetados para exibir os dados disponíveis, em vez de responder a perguntas.
Comece pela decisão
A ordem correta é: qual decisão o senhor tomará, que pergunta essa decisão exige que seja respondida, qual métrica responde a ela e a partir de quais dados essa métrica é calculada. Trabalhar da maneira contrária — “temos esses dados, o que devemos mostrar” — resulta em painéis que ninguém utiliza.
Um exemplo concreto. Decisão: qual grupo de produtos merece investimento em estoque. Pergunta: qual grupo tem giro rápido e mantém margem. Métrica: giro de estoque e margem bruta. Dados: movimentação de vendas e custo do estoque. Uma vez que essa cadeia esteja estabelecida, o painel pode ser uma única tabela — mas será acessado todas as semanas.
Escolhendo métricas
- Está ligada a uma ação. Se o senhor sabe o que fará quando o número piorar, trata-se de uma boa métrica. Caso contrário, é apenas informação.
- Tem um responsável. Uma métrica sem um responsável não é acompanhada.
- É difícil manipular. Se a equipe puder melhorar a métrica prejudicando os negócios, a métrica está errada. Reduzir o tempo de atendimento às chamadas apressando os clientes é o caso clássico.
- É comparativa. Um número por si só não significa nada; ele adquire significado quando comparado a um período anterior, a uma meta ou a uma unidade semelhante.
A qualidade dos dados vem em primeiro lugar
- Definições compartilhadas: O que significa “vendas” — pedidos, remessas ou faturas? As devoluções são deduzidas? Se os departamentos utilizarem definições diferentes, os painéis de controle entrarão em contradição entre si.
- Integralidade: Se campos de categoria, região ou representante de vendas forem deixados em branco, a geração de relatórios segmentados será impossível.
- Tempo: O atraso entre o momento em que uma transação ocorre e o momento em que é registrada distorce as comparações entre períodos.
- Fonte única: A mesma métrica produzindo dois valores diferentes em dois sistemas destrói a confiança em todo o relatório.
Design do painel
- Cabe em uma única tela. Um painel que exija rolagem é um painel cuja metade inferior nunca é vista.
- A métrica mais importante fica no canto superior esquerdo. É para lá que o olhar se dirige.
- A cor é reservada para exceções. Quando tudo está colorido, nada se destaca.
- O tipo de gráfico deve corresponder aos dados. Linhas para séries temporais, barras para comparação de categorias. Gráficos de pizza deixam de ser legíveis quando têm mais de duas fatias.
- A atualidade deve ser visível. Um painel sem um carimbo de data/hora “em” não inspira confiança.
Transformando Relatórios em Decisões
- Uma breve revisão semanal abrangendo apenas as métricas que apresentaram variação.
- Um responsável e uma ação definidos para cada desvio.
- As ações da semana anterior são revisadas no início da próxima sessão.
Alertas automatizados
Os relatórios mais eficientes são aqueles que não precisam esperar para serem consultados. Alertas baseados em limites — níveis críticos de estoque, contas a receber vencidas, vendas abaixo da meta — devem chegar à pessoa responsável por conta própria. Esperar que alguém abra um painel é esperar que o problema se agrave.
Em resumo
A BI não é um projeto de visualização; é um projeto de disciplina decisória. Trabalhe de trás para frente, partindo da decisão até os dados, mantenha o número de métricas baixo e atribua um responsável e uma ação a cada uma delas. Remover métricas não utilizadas é tão importante quanto adicionar novas.
Podemos determinar quais métricas você deve acompanhar com o Business Intelligence & Reporting dMekjoy.
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